Lar

Quero respirar silêncio
pero encho os ocos com palavras
tentando nom sentir o medo
que me provocam tantas armas.

Umha bala entre celha e celha
cruçando o equador do cerebro
fazendo tremer as minhas celdas
pechadas cuidadosamente por dentro.

Aguanto um segundo co alento
logo a escuridade me atrapa
e caio nos braços de Morfeo
sem poder sentir mais nada.

De repente parece que esperto
porque me noto desesperada.
O medo rasga ambos hemisférios
e força-me a estar calada,
mas as verbas perforam-me
sem piedade esta pequena alma.

Atormentada como estava
cheguei com paz a este deserto
que se fai chamar de muitas formas
e nom é mais ca um cubo de veleno.

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